Friday, December 18, 2009

vontades

ah sim, e ando com vontade de rever todos os filmes do almodovar.
depois que vi o último, puxei o "mulheres..." pra ver no dvd.
e lembrei que delícia que é ver qualquer filme dele!

fim de ano

ando meio sem saco pra escrever, mas esta coisa de fim de ano mexe com a gente. dá vontade de fazer um balanço e talz.
este ano até que foi bem movimentado pra mim - operação da minha mãe, uma movimentação intensa de bunitinhos, tese que não acabou mas continua andando, e uma decisão importante. talvez uma das mais importantes da minha vida.
não vou contar o que é não. porque ainda tô processando e porque embora saiba que blog é público e pra quem quiser, por isso mesmo não saio falando qualquer coisa aqui.
gosto de falar das coisas mais no abstrato. e no abstrato tenho pensado bastante sobre o impacto que essa decisão está tendo em mim. tem o impacto prático que será enorme a longo prazo, mas tem um impacto imediato que é me dar um norte, uma direção, um projeto.
é nisso que tenho pensado um bocado neste fim de ano.
tenho visto muita gente pirar ultimamente. não só pessoas mais próximas, mas outras de que ouço falar, ou que leio em blogs que eu acompanho. isso sem falar daquelas pessoas que são notícia nos jornais.
muita gente tensa, deprimida, desmontando, correndo em volta do próprio rabo, totalmente sem rumo. todo mundo tomando remédio pra alguma coisa. este tal de rivotril parece que é o elixir da felicidade. e anti-depressivos amortecem o resto.
tudo regado, é claro, a muito álcool.
será que a vida moderna se tornou tão insuportável assim que só rola com anestesia?
volto a história dos projetos, nortes, rumos e direções. lembro do victor frankl, que eu li há muito tempo atrás mas que resgatei recentemente num momento de tristeza.
pra ele, neurose decorre acima de tudo da "falta de sentido". e "sentido" pra ele nem é esta coisa solene e enorme, gravada na pedra pra sempre, mas algo que a gente constrói e reinventa ao longo do tempo conforme as circunstâncias e a necessidade.
este ano, quando tomei esta decisão importante, eu me reinventei. agora é esperar que a vida siga seu curso. pro ano que vem, ainda quero saúde pra mim e pros meus, um bunitinho que valha a pena, terminar a tese, e tudo o mais que sempre quis. a diferença é que agora eu quero isso tudo com muito mais tranqüilidade. e, é claro, sem rivotril.

Wednesday, December 16, 2009

Wednesday, December 2, 2009

dando a cara a tapa

eu reclamando que os outros estão defensivos e blindados.
e ontem fui me dar conta que eu também. muito fácil apontar os erros dos outros.
mais difícil é olhar pra si e ver estes mesmos erros na gente mesmo.

Monday, November 16, 2009

commodity

ando cada vez mais impressionada com o modo como as pessoas estão se relacionando hoje em dia. parece que todo mundo virou mercadoria e quanto mais a gente blindar o carinho e afeto, melhor. mais seguro.
ando meio deprê com isso tudo e com uma vontade enorme de ficar quietinha no meu canto. esta blindagem me cansa.

Monday, November 9, 2009

ok

sei que não tenho escrito quase nada, que dirá coisa minha, pra grande decepção dos meus stalkers. mas é que tô sem saco mesmo. muita coisa e pouco saco pra destrinchar e elaborar.
quando a poeira do fim do ano baixar de repente eu volto com um post pessoal pra alimentar a curiosidade alheia sobre a minha vidinha que nem é tão interessante assim.
só isso.

Friday, October 23, 2009

ai, este dom Rigoberto....

"Ouvir a voz dela, confirmar a sua proximidade e a sua existência, encheu-o de satisfação. 'A felicidade existe', repetiu, como todas as noites. Sim, desde que fosse procurada onde era possível. No corpo próprio e no da amada, por exemplo; a sós e no banheiro; durante horas ou minutos numa cama compartilhada com o ser tão desejado. Porque a felicidade era temporária, individual, excepcionalmente dual, raríssima vez tripartida e nunca coletiva, municipal. Estava escondida, pérola em sua concha marinha, em certos ritos ou práticas cerimoniais que ofereciam ao ser humano lufadas e miragens de perfeição. É preciso se contentar com essas migalhas para não viver ansioso e desesperado, apalpando o impossível. 'A felicidade se esconde no orifício das minhas orelhas', pensou, de bom humor."
(Elogio da Madrasta, p. 37, Mario Vargas Llosa)

Wednesday, October 14, 2009

do disco novo da bethânia

saudade

saudade a lua brilha na lagoa
saudade a luz que sobra da pessoa
saudade igual farol engana o mar
imita o sol
saudade sal e dor que o vento traz.

saudade o som do tempo que ressoa
saudade o céu cinzento a garoa
saudade desigual
nunca termina no final
saudade eterno filme em cartaz

a casa da saudade é o vazio
o acaso da saudade fogo frio
quem foge da saudade
preso por um fio
se afoga em outras águas
mas do mesmo rio

Friday, October 9, 2009

chovendo no molhado

fala sério, né? tá na hora de parar de chover um pouquinho...

Tuesday, October 6, 2009

faz tempo que eu não vejo um filme bom

passei ao largo deste festival do rio. não tenho mais saco pra ficar correndo atrás de ingressos e xeretando pra ver quais filmes valem a pena.
ontem fiz uma tentativa, rebocada pela comadre, e fui ver um filme brasileiro. uma bela bosta.
amanhã vou ver o filme de um amigo, que eu já vi duas vezes quando ainda estava no forno. o filme é bacana e foi ficando melhor a medida que ele ia finalizando. pelo menos já sei o que vem pela frente e tô curiosa pra ver o resultado final.

Saturday, October 3, 2009

gracias a la vida y a la mercedes sosa....

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio dos luceros, que cuando los abro,
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día, grillos y canarios,
Martillos, turbinas, ladridos, chubascos,
Y la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el sonido y el abecedario;
Con el las palabras que pienso y declaro:
Madre, amigo, hermano, y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la marcha de mis pies cansados;
Con ellos anduve ciudades y charcos,
Playas y desiertos, montañas y llanos,
Y la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano,
Cuando miro al bueno tan lejos del malo,
Cuando miro al fondo de tus ojos claros.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto.
Así yo distingo dicha de quebranto,
Los dos materiales que forman mi canto,
Y el canto de ustedes que es mi mismo canto,
Y el canto de todos que es mi propio canto.
Gracias a la vida que me ha dado tanto.

Friday, September 25, 2009

uia

eu sei que eu vivo repetindo isso, mas as pessoas estão muito malucas. deus do céu!
quando eu acho que já vi de um tudo nesta vida, aparece mais.
e eu, além de infinitamente cansada, agora tô começando a ter medo...

Saturday, September 19, 2009

lágrimas

ando chorando até com propaganda de margarina.
e ontem eu fui numa festa de 70 anos de uma grande amiga dos meus pais. e minha também.
pessoa quieta, fechada, meio tímida mas de um coração e uma bondade infinitos.
era só olhar em volta pra ver a grandeza daquela mulher.
claro, tiveram homenagens e tais.
e eu me acabeeeeiiiii de tanto chorar.

Tuesday, September 15, 2009

perdoando deus

Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo, e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo que estava percebendo as coisas. Minha liberdade então se intensificou um pouco mais, sem deixar de ser liberdade.

Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar. Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe. Soube também que se tudo isso "fosse mesmo" o que eu sentia - e não possivelmente um equívoco de sentimento - que Deus sem nenhum orgulho e nenhuma pequenez se deixaria acarinhar, e sem nenhum compromisso comigo. Ser-Lhe-ia aceitável a intimidade com que eu fazia carinho. O sentimento era novo para mim, mas muito certo, e não ocorrera antes apenas porque não tinha podido ser. Sei que se ama ao que é Deus. Com amor grave, amor solene, respeito, medo e reverência. Mas nunca tinham me falado de carinho maternal por Ele. E assim como meu carinho por um filho não o reduz, até o alarga, assim ser mãe do mundo era o meu amor apenas livre.

E foi quando quase pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos.

Toda trêmula, consegui continuar a viver. Toda perplexa continuei a andar, com a boca infantilizada pela surpresa. Tentei cortar a conexão entre os dois fatos: o que eu sentira minutos antes e o rato. Mas era inútil. Pelo menos a contigüidade ligava-os. Os dois fatos tinham ilogicamente um nexo. Espantava-me que um rato tivesse sido o meu contraponto. E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há o sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admiro e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato. Não naquele instante. Bem poderia ter sido levado em conta o pavor que desde pequena me alucina e persegue, os ratos já riram de mim, no passado do mundo os ratos já me devoraram com pressa e raiva. Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? A grosseria de Deus me feria e insultava-me. Deus era bruto. Andando com o coração fechado, minha decepção era tão inconsolável como só em criança fui decepcionada. Continuei andando, procurava esquecer. Mas só me ocorria a vingança. Mas que vingança poderia eu contra um Deus Todo-Poderoso, contra um Deus que até com um rato esmagado poderia me esmagar? Minha vulnerabilidade de criatura só. Na minha vontade de vingança nem ao menos eu podia encará-Lo, pois eu não sabia onde é que Ele mais estava, qual seria a coisa onde Ele mais estava e que eu, olhando com raiva essa coisa, eu O visse? no rato? naquela janela? nas pedras do chão? Em mim é que Ele não estava mais. Em mim é que eu não O via mais.

Então a vingança dos fracos me ocorreu: ah, é assim? pois então não guardarei segredo, e vou contar. Sei que é ignóbil ter entrado na intimidade de Alguém, e depois contar os segredos, mas vou contar - não conte, só por carinho não conte, guarde para você mesma as vergonhas Dele - mas vou contar, sim, vou espalhar isso que me aconteceu, dessa vez não vai ficar por isso mesmo, vou contar o que Ele fez, vou estragar a Sua reputação.

... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão. Sei que nunca poderei pegar num rato sem morrer de minha pior morte. Então, pois, que eu use o magnificat que entoa às cegas sobre o que não se sabe nem vê. E que eu use o formalismo que me afasta. Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada esta minha natureza que quer a morte de um rato. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.

(Clarice Lispector)

Saturday, September 12, 2009

síndrome de alice

tem aquela história da alice que ficou bem confusa quanto ao seu tamanho. ou era muito grande ou muito pequena, tudo mudando muito rápido sem ela entender muito bem porquê.
pois às vezes eu acabo me diminuindo em relação a certas pessoas. meio sem querer e sem conseguir evitar, porque nem tem motivo real pra isso.
o mais engraçado é quando de repente me dou conta de que saí deste mode e me vejo giganta diante desta pessoa, com tudo o que ela faz ou diz não importando mais tanto quanto antes.
chega a ser esquisito às vezes, pois também rola de eu me perguntar onde estava com a cabeça de enaltecer tanto uma pessoa que não merecia nem de longe tanta energia assim. pelo menos da minha parte.
apesar de ser esquisito, às vezes até desconfortável, quase sempre é simplesmente libertador.
pois nesta última semana eu me dei conta da mesma coisa com relação a pelo menos quatro pessoas. de formas e em situações diferentes, mas mesmo assim...
é como dizem por aí, a fila anda e o mundo gira.

Thursday, September 3, 2009

Pa'Llegar a tu Lado

encantada com a voz da Lhasa de Sela
e em inglês ela é igualmente incrível - anywhere on this road

Wednesday, September 2, 2009

revoltada

hoje eu fui tentar doar sangue no pro cardiaco e fui recusada como doadora. tava pra fazer isso desde a cirurgia da minha mãe em maio e só hoje consegui me organizar pra ir. cheguei lá, respondi o questionário e me botaram pra conversar com uma médica, enfermeira ou sei lá o quê. a mulher conversou comigo literalmente por dois minutos e me riscou da lista de doadores.
o que me deixou mais impressionada foi o modo como ela conduziu a coisa. no item quantos parceiros diferentes você teve no último ano eu havia colocado três. tudo bem que três não é pouquíssimo. afinal é mais do que dois, mais do que um e mais do que zero. mas também não é tanto assim, né? levando-se em conta que dois deles foram namorados e que só com um deles eu transei sem camisinha (justo o namordo mais sério), acho que isso não me classifica automáticamente como uma pessoa com um "comportamento sexual de risco". nossa, eu escuto tanta história tão, mas tão mais cabeluda do que as minhas.
o pior é que a mulher não chegou nem a perguntar sobre este relacionamento no qual eu transei sem camisinha (sendo que ele terminou em março). não perguntou se era um relacionamento longo, se eu conhecia a pessoa há muito tempo, etc, etc. o cara podia ser meu "namorido" meu deus. mas não. ela já veio me dizendo então que tinha que haver uma janela de um ano pois havia uma chance muito pequena deles fazerem o exame e não detectarem o virus.
fiquei pensando se estivesse ali uma senhora casada, toda certinha, respeitável, que dissesse que só transava com o marido há anos e anos e, claro, sem camisinha. certamente esta senhora respeitável não seria alguém com um comportamento sexual de risco. ainda assim, o marido dela poderia muito bem ser uma bicha louca, aprontando todas por aí, sem que ela tivesse noção alguma. e certamente nem a médica/enfermeira que conversou comigo hoje.
e ainda teve mais, ela já veio me informar isso com aquela introdução - "não pense que estamos aqui pra julgar ninguém, esta conversa é estritamente confidencial, etc, etc" e já foi logo pedindo pra uma outra enfermeira trazer um manual enorme com a lei que regula a doação de sangue. folheou aquilo mais de uma vez na minha frente, meio sem graça e meio querendo se justificar, enquanto eu, sem paciência, só pedia pra ela ir direto ao ponto - "então quer dizer que eu não posso doar sangue hoje, né?" e ela - "não, veja bem...a rigor não..." e olhava pro tal manual todo sublinhado.
saí de lá putaça, é claro. a princípio por ter perdido meu tempo pra ir lá dar com os burros n'água. depois por toda esta conversinha que no fundo era obviamente extremamente preconceituosa. eu até nem ficaria tão puta se ao final de uma conversa mais longa ela chegasse a conclusão de que eu tenho de fato um comportamento sexual de risco. mas esta conversa não houve. no lugar dela um manual, uma porção de rodeios e um sorrisinho amarelo. ah, e um "volte sempre", divulgue, doar sangue é muito importante! só se eu for lá num convento procurar, né? ou num seminário...e ainda assim, é possível que a emenda seja pior do que o soneto...
enquanto isso, o último bunitinho com quem eu saí (o terceiro dos meus parceiros sexuais do ano), respeitável professor universitário, também deu de fazer contínuas insinuações sobre o meu comportamento sexual. uma coisa meio sutil, meio na brincadeira, mas óbviamente preconceituosa.
o mais irônico é que eu acho que ele chegou a esta conclusão de que eu sou tão promíscua quanto a médica/enfermeira quis insinuar que eu era baseado em pequenas coisas como o fato de eu ter uma bolsinha com camisinhas do lado da minha cama. tipo, não passa pela cabeça do ser humano que isso é um sinal de que eu sou uma pessoal responsável e prevenida.
mais irônico ainda é que apesar dele já ter insinuado também que eu tenho saído com outros caras além dele, quem tá saindo com outra pessoa é ele. soube disso por via de fofoca de terceiros e fiquei ainda mais triste dele não ter tido o culhão de falar isso pra mim diretamente (foi falar isso pra outra pessoa que me conhece).
mas o foda mesmo é perceber não só o quanto as pessoas são hipócritas, mas como elas projetam suas próprias perversões e mentiras nos outros sem nem se dar ao trabalho de conhecê-los de fato.

Monday, August 31, 2009

leminski

sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora

calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa

Wednesday, August 19, 2009

no finalzinho

tô acabando o livro do robinson. tem um posfácio do deleuze depois, mas sei lá, dá medo de estragar a emoção com tanto palavrório e pensação.
agora o robinson entrou na fase que ele chama solar e tudo ficou ainda mais incrível.
falando em coisas incríveis, fui (re)ver o Vau da Sarapalha este fim de semana. tinha visto há milênios atrás e não lembrava de praticamente nada. só lembrava do impacto que a peça havia me causado.
pois agora, 17 anos depois, continua sendo assim igualzinho. tô até agora emocionada com aquilo tudo.
ai, o que seria de mim se não fossem estas coisas lindas pra me refrescar a alma quando todo o resto da vida tá uma embolação só...

Tuesday, August 11, 2009

log-book

"Esta espécie de aturdimento em que acordamos todas as manhãs. Nada confirma melhor que o sono é uma experiência autêntica e como que o ensaio geral da morte. De tudo o que pode acontecer a quem dorme, o acordar é, decerto, aquilo que ele menos espera, aquilo para que está menos preparado. Nenhum pesadelo o choca mais do que esta brusca passagem à luz, a uma outra luz. Não há dúvida de que, para quem dorme, o sono é definitivo. A alma deixa o corpo num vôo rápido, sem se volver, sem espírito de regresso. Tudo esqueceu, tudo lançou ao nada, quando, de repente, uma força brutal a obriga a voltar, a vestir o seu invólucro, os seus hábitos, o seu caráter.
Assim, daqui a pouco, vou estender-me e deixar-me deslizar nas trevas para sempre. Estranha alienação. Quem dorme é um louco que se imagina morto." (Sexta-feira ou Os Limbos do Pacífico, Michel Tournier)

Tuesday, August 4, 2009

on/off

ando precisando ligar o foda-se.
ontem já iniciei o movimento, regada a muito saquê e gargalhadas com as amigas.

Thursday, July 30, 2009

releituras

não sou de reler livros não. tem tanta coisa na minha fila do que eu gostaria de ler, que eu sempre acho que é perda de tempo.
mas cismei de reler o Sexta feira ou os Limbos do Pacífico.
li este livro há uma cara de anos atrás, mas o danado ficou na minha cabeça de um jeito que nem eu sei explicar. tô agora mergulhada de novo nas aventuras e desventuras deste robinson cruzoé do michel tournier.
diz que todo homem é uma ilha, ou todo homem é numa ilha, sei lá...acho que no fundo é assim um pouco que eu ando me sentindo ultimamente.

Wednesday, July 29, 2009

saudade que não passa

ando com muita saudade da minha mãe. não saudade que se mata indo visitar e conversar.
saudade do que ela já foi e não é mais. saudade de alguém que a gente vai perdendo aos pouquinhos e sabe que nunca mais vai encontrar.

Wednesday, July 22, 2009

rei é rei

a cumadre fica me pentelhando porque eu gosto do roberto carlos. mas caguei. eu gosto mesmo, sempre gostei. não significa que eu goste de tudo que ele fez ou cante. e não tô nem aí se isso não é cool o bastante pra ela. ou se ficou tão na moda que parou de ser cool.
minha história com o rei vem do tempo em que eu fazia estágio na Casa das Palmeiras e era a DJ do baile semanal. tipo assim, a discoteca era toda de disco de vinil. uns discos do rei antiqüíssimos, e tinha umas tantas músicas dele que eu tinha que botar pra tocar religiosamente toda semana. lembro bem da comoção que ele causava a todos, e a mim inclusive. era como se ele tocasse num nervo profundo, além de toda loucura ou desrazão. era pura emoção.
daí eu vivi a minha primeira grande dor de cotovelo embalada pelo rei. lembro bem que era uma fita que gravei com os discos lá da Casa. meu coração em frangalhos, eu chorando loucamente e ouvindo roberto sem parar. até o dia em que reencontrei o então ex, e uma música não me saía da cabeça - Quandoooo....você se sepa-rouuuu...de mim...
recentemente teve o bonitinho de maio. chamo ele assim pois foi um bonitinho passageiro assim, só durou o mês de maio. lembro que a única coisa que me fez hesitar antes de acabar com ele foi que ele prometeu me levar no show dos 50 anos de carreira do rei no maracanã. só que eu amo o rei roberto, mas não tanto assim...
daí agora tem este outro bonitinho. outro dia saímos pra tomar um vinhozinho e acabamos aqui em casa. ainda estamos meio que nos conhecendo mas amei quando entrou aqui e foi logo pedindo pra ligar a TV. quem sabe pegávamos o fim do show dos 50 anos. nem preciso dizer que ele ganhou vários pontos com isso.
pois hoje eu entrei nas lojas americanas pra comprar um soutien. não encontrei, mas em compensação descobri que eles relançaram vários álbuns do rei por um preço super bacaninha!!
pirei e agora estou aqui ouvindo o rei roberto e dando gritinhos por dentro enquanto tento trabalhar na minha seríssima dissertação de doutorado...

Monday, July 20, 2009

diazinho de merda

tô eu aqui tentando trabalhar, com uma puta cólica, puta frio, sem ter dormido direito por conta destas coisas, dorzinha de cabeça, nada na geladeira...enfim, segunda-feira de chuva e chico é sinistro!

Sunday, July 12, 2009

chuva e flor

hoje botei a fofoca em dia com R. - fiel leitora deste blog, amiga internacional e visitadora compulsiva do sul da frança - e ela me disse tinha notícias minhas lendo o blog e que eu tava dizendo que tava tudo bem e talz, mas que ela tava preocupada.
expliquei que não era bem assim, embora pudesse parecer. pra quem não entendeu bem - tava um caos, tava uma merda, foi uma barra pesadíssima.
só que eu sou, ou gosto de acreditar que sou, uma pessoa pra cima, bem humorada e capaz de enfrentar as barras pesadas de frente, sem fingir que tá tudo bem quando não tá, mas também sem entrar numas de que a vida é uma merda. porque não é. porque mesmo quando tá tudo horrível, virado de cabeça pra baixo, eu sempre encontro um jeito de achar forças dentro de mim pra dar a volta por cima e continuar acreditando na vida e nas suas reviravoltas.
e gosto mais de vir aqui pra falar das vitórias do que das derrotas. só isso.
mas derrotas houveram, e muitas. rasteiras de me deixar no chão mesmo.
agora finalmente as coisas voltam a melhorar.
ainda é cedo pra saber ao certo, mas acho que tá chegando outra primavera no meu coração. por ora, cheiro de chuva e flor no ar. só isso.

Sunday, July 5, 2009

o africano

acabei de ler este livro e tô ainda sob impacto, emocionada com a lindeza dele. uma lindeza singela, sutil, delicada, sei lá. e falando de coisas tão ternas como memórias de infância e outras tão duras como todo o horror pelo qual a áfrica tem passado.
me faz pensar que o mais triste do tempo que vivemos hoje é que às vezes parece que estamos perdendo a capacidade de nos emocionar. sei lá como explicar isso, mas parece que a mídia tem tornado as pessoas não apenas idiotas, mas cínicas também.

Friday, July 3, 2009

rapidex

- querendo ir pra RAM em buenos aires mas morrendo de medo desta gripe suína

- como tem gente doida neste mundo. quanto eu acho que já vi e vivi de um tudo, aparece mais na minha frente....

- ainda não dancei um forró sequer nestes meses ju(l)ninos, mas em compensação em acabei de dançar o jongo outro dia no trapiche.

- não sei quem tá mais pirado, meu pai com sua hipocondria e medo da morte, ou minha mãe com seu discurso de que agora tá tudo bem, mas que ainda tá completamente desorientada nesta vida. depois de muito pensar cheguei a conclusão de que não há nada a fazer senão ter paciência, muuuuiiiita paciência...

- pensando um bocado na vida e me preparando pra tomar umas decisões sérias

- mais nova e satisfeita dona de uma bota maravilhosa. doida pra desfilar com ela em alto estilo.

- mais um bunitinho no horizonte. não faltam bunitinhos neste mundo. tantos que tô até cansada. só queria saber onde está o meu.

- no meio da loucura nem deu pra falar do bobó de aniversário, mas olha que lindeza que tava minha lage....

Wednesday, July 1, 2009

tostines

tô num momento super tostines - sem saber se vende mais porque é mais fresquinho, ou se é mais fresquinho porque vende mais.

Wednesday, June 24, 2009

canseira

neste último mês parece que anos se passaram. parece que um caminhão enorme me atropelou e só agora tô acordando do coma.
mas minha mãe tá bem melhor, já em casa e começando a sair pra rua.
a orientadora veio, ficou totalmente encantada pelo brasil e deu uma porção de pitacos e sugestões para a tese. mas me deu uma canseira dos diabos. fazia tempo que eu não pegava um turista maratonista como ela. além do que, ela era praticamente uma japonesa (enlouquecida com a máquina fotográfica na mão tirando foto de tudo)
finalmente voltei pra minha casinha, depois de quase um mês fora, entre o hospital e a casa dos meus pais. e ainda dei um pulinho em paraty com a orientadora.
teve mais umas tantas coisas que rolaram neste último mês mas tô com uma preguiça enorme de ficar falando de tanta coisa.
no momento não tô conseguindo me coordenar ainda muito bem.

Wednesday, May 27, 2009

eu quero apenas

Eu quero apenas olhar os campos,
Eu quero apenas cantar meu canto,
Eu só não quero cantar sozinho,
Eu quero um coro de passarinho,
Quero levar o meu canto amigo,
A qualquer amigo que precisar.

Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Eu quero apenas um vento forte,
Levar meu barco no rumo norte
E no caminho o que eu pescar
Quero dividir quando lá chegar
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar

Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Eu quero crer na paz do futuro,
Eu quero ter um quintal sem muro
Quero meu filho pisando firme,
Cantando alto, sorrindo livre
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar

Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Eu quero amor decidindo a vida,
Sentir a força da mão amiga
O meu irmão com sorriso aberto,
Se ele chorar quero estar por perto
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar

Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Venha comigo olhar os campos,
Cante comigo também meu canto
Eu só não quero cantar sozinho,
Eu quero um coro de passarinhos
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar

Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Sunday, May 24, 2009

ai, que o bicho tá pegando

fiquei sem querer falar disso pra todo mundo pois todo mundo fica querendo saber mais e tá foda de ficar dando notícia pra todo mundo, mas o caso é que a mama tá internada no pro-cardíaco esperando pra fazer uma cirurgia no coração. vai botar safena e o que valha. meu pai apavorado, meu irmão aflito do outro lado do mundo e eu tendo que ter presença de espírito no meio disso tudo. mais e mais eu tô sacando que vai tudo caindo nas minhas costas mesmo.
mas se tem alguma coisa bacana nesta história toda é ver como a minha mãe é amada e querida. desde que ela entrou aqui no hospital semana passada foi uma sucessão de visitas e telefonemas de meio rio de janeiro (a outra metade deve ter mandado email).
enfim, tô achando que vai dar tudo certo. ainda assim tô exausta.
é isso.

Wednesday, May 13, 2009

é festa!

tô aqui nos preparativos pro bobó de aniversário no sábado. cansada só de pensar no tanto que eu ainda tenho que fazer. mas super animada pra festança.
eu sou filha mesmo da minha mãe - adoro uma festa!

Wednesday, May 6, 2009

só deixo meu coração na mão de quem pode

só deixo meu coração na mão de quem pode

Só deixo meu coração
Na mão de quem pode
Fazer da minha alma
Suporte pr'uma vida insinuante

Insinuante
Anti-tudo que não possa ser
Bossa-nova hardcore
Bossa-nova nota dez

Quero dizer
Eu tô pra tudo nesse mundo
Então
Só vou deixar meu coração
A alma do meu corpo
Na mão de quem pode

Na mão de quem pode e absorve
Todo céu
Qualquer inferno

Inspiração
De mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar na dança absoluta
Da matança do que é tédio

Conformismo
Aceitação
Do fico aqui
Vou te levando
Nessa dança
Submundo pode tudo do amor (pode tudo do amor)

Porque não quero teu ciúme que é o cúmulo
Ciúme é acúmulo de dúvida, incerteza
De si mesmo
Projetado
Assim jogado
Como lama anti-erótica
Na cara do desejo mais
Intenso de ficar com a pessoa
E eu não tô à toa
Eu sou muito boa

Eu sou muito boa pra vida
Eu sou a vida oferecida como dança
E não quero te dar gelo
Jealous guy

Vê se aprende
Se desprende
Vem pra mim que sou esfinge do amor
Te sussurrando
Decifra-me (decifra-me)

Só deixo minha alma
Só deixo o coração
Só deixo minha alma
Na mão de quem pode

Só deixo minha alma
Só deixo meu coração
Na mão de quem ama solto

Eu vou dizendo
Que só deixo minha alma
Só deixo meu coracão
Na mão de quem pode
Fazer dele erótico suporte
Pra tudo que é ótimo fator vital

Tuesday, April 28, 2009

terapia

eu que fiz terapia durante boa parte da minha vida, tenho que admitir que esta minha terapeuta tem sido das melhores (difícil dizer quem foi o melhor, embora saiba bem quem foi o pior).
tudo bem que acho que com a idade a gente vai amadurecendo, né? ou pelo menos eu gosto de pensar assim. se é o caso ou não, não dá pra saber mesmo.
só sei que nunca me senti tão serena no meio das minhas loucuras de sempre.

Saturday, April 25, 2009

risoto de funghi

vinho tinto, luz de velas, musiquinha, perfume leve e cítrico entre os seios...a noite promete.

Friday, April 24, 2009

esquizofrenia acadêmica

devia ter algum transtorno no DSM com este nome. transtorno específico de quem faz doutorado. criterios diagnósticos:
1 - evitação do assunto sobre o qual mais se pensa, i.e. o tópico da sua tese (ou seja, embora você viva e respire o dito cujo todo dia, ai do coitado que venha lhe perguntar sobre o assunto)
2 - picos de euforia e depressão com relação ao valor, conteúdo, qualidade, etc, etc da tese (ou seja, uma hora você acha que é a pessoa mais inteligente, perspicaz, descobridora-da-pólvora, do mundo; e depois acho que tudo o que escreveu e tá escrevendo é uma grande besteira, enrolação, inutilidade, e não tem absolutamente nada de bom ou útil ali)
3 - quanto mais se sabe sobre um assunto mais se sente um ignorante completo sobre o assunto

enfim, seria algo mais ou menos assim. no momento eu tô toda toda com a tese de novo. acabei de escrever um paper pra uma conferência e ficou tão bacaninha que até eu comecei a acreditar que tenho algo de importante a contribuir.

Wednesday, April 22, 2009

rinite

respeitável público: a temporada de alergia está oficialmente aberta!

Monday, April 20, 2009

lágrimas sem chão

"desolação de Los Angeles,
a Baixa Califórnia e uns desertos ilhados por
um pacífico turvo
a asa do avião
o tapete cor de poeira de dentro do avião
a lembrança do branco de uma página
nada serve de chão
onde caiam minhas lágrimas"
(Caetano Veloso)

enfim, a luz!!!

as coisas estão ficando mais claras na minha cabeça...ufa, já tava na hora!!

Saturday, April 18, 2009

pra festa do rock da clarutcha


porque não basta ser madrinha, tem que paparicar...

Thursday, April 16, 2009

(en)cantada

ontem eu fui ver um filme tão danado de lindo que eu passei o filme inteiro sorrindo de encantamento. o filme, claro, tem o mui apropriado título de Palavra (en)cantada.
saí do cinema com vontade de ouvir todos os meus discos.

Wednesday, April 15, 2009

Friday, April 10, 2009

amigos

de vez em quando eu tenho ataque de carinho pelos meus amigos. pois tô num momento assim.
estive em sampa recentemente, revendo dois amigos queridíssimos e, apesar de mega angustiada com umas coisas, uma enorme paz começou a me tomar novamente.
ontem tava lá no BG no maior teretetê com umas amigas que não via há um tempinho e senti aquela alegria doce e simples de estar entre os meus.
por fim, depois de uma estremecida com a melhor amiga, percebi que amizade tambem pode evoluir e fazer a gente evoluir. atravessamos a tormenta sem maiores danos.
as bruxas andaram soltas geral nas últimas semanas e se eu e meus amigos estamos aqui inteiros é porque temos uns aos outros.
como diz um dos amigos queridíssimos de são paulo - we're all connected

Tuesday, March 24, 2009

com a macaca

tem dias que dá vontade de sumir do mundo e de todos, que a gente fica com a cabeça tão embolada que não sabe o que pensar de coisa alguma, do que a gente quer e do que a gente não quer.
tô num desses dias.

Tuesday, March 17, 2009

lá-lá-lá...

...indo pra mauá na quinta namorar bem muito. como diz a roberta carvalho - a vida é bela!

Monday, March 16, 2009

peleja

estes últimos dias eu tenho batido cabeça direto com o segundo capítulo da dissertação. a ponto de ficar deprê e frustrada por não conseguir sair do lugar e achar que eu tô dizendo uma porção de besteira.
mas como eu já sou macaca velha eu sei que depois da tempestade vem a bonança. hoje segunda-feira tô começando a ver a luz do fim do tunel e me animar com o resultado. achando mesmo que no final das contas vai ficar bem bacana.
enquanto isso, que ninguém é de ferro, passei o dia ontem com T. que está recentemente chegada da França pra passar um ano aqui no brasil com o marido e o filhote. e o filhote dela é das coisas mais fofas e ricas em termos de nenéns que eu vi nos últimos tempos! ele desbancou minha tese de que neném de um ano e poucos meses é meio chatinho no geral. mesmo sem falar (começo a gostar mesmo das crianças quando elas começam a falar), ele é mega comunicativo.
esse aí, se for escrever uma dissertação um dia, tira de letra.

torso



Friday, March 13, 2009

coceiras

ando com uma coceira de viajar...
nem precisa ser pra muito longe. só pra espantar a poeira mesmo.

exigências

hoje clarutcha me informou que quer dormir na minha casa novamente, mas com a condição de que eu compre uma pasta de dente que não arda na boca. de preferência do bob sponja.
fez a demanda com toda a solenidade que as circunstâncias requerem. acatei o pedido resignada e disse que haverá também shampoo e creme rinse do bob sponja.

Thursday, March 12, 2009

a pessoa mais adorável

eu já escrevi aqui que tô viciada em facebook e tô mesmo. mas vício tem limite. me recuso a usar certos aplicativos que tem lá pois acho muita bobeira. outros eu uso justo por serem tão bobos que chegam a ser engraçados. tipo, um aplicativo que te permite mandar ovos pros seus coleguinhas de facebook. isso mesmo, você manda um ovo, que demora 4 dias pra chocar, e depois nasce algum ser esquisito. outro dia recebi um hamster enfiado e apertado dentro de um copo de vidro. agora vai entender de onde os seres humanos que inventaram isso tiraram tal idéia. mas enfim.
pois tem este outro que eu evitei a princípio, mas recebi tanto convite pra participar que acabei aceitando só pra ver o que era. cheguei a conclusão que é mais ou menos o equivalente das estrelinhas, coraçõezinhos e gelinhos do orkut, mas é um concurso. sim, o concurso da pessoa mais adorável (most loveable person) entre os seus amigos. pois eu entrei no concurso meio sem querer (só de aceitar o aplicativo você já entra no concurso), não fico votando em ninguém no concurso e por alguma mágica qualquer estou em primeiro lugar. tipo assim, ficam votando em mim e eu não tenho idéia de onde vem isso. daí acabei votando em algumas pessoas, mas sem puxar o saco, só votei em poucas que eu realmente acho adoráveis.
de qualquer forma tô meio cansada deste posto. esta história de ser a pessoa mais adorável dá um trabalho...e a verdade é que eu nem sou tão adorável assim. até sou bem bacana no geral, mas quando o caldo entorna, sai de baixo!
mas no facebook não tem concurso de quem entorna mais o caldo, então paciência. ainda assim, acho que se soubesse quem são meus adoráveis eleitores eu mandava um hamster encopado pra cada um. em sinal de agradecimento.

Thursday, March 5, 2009

dos embustes acadêmicos

ando às voltas com o segundo capítulo da tese já. o que não parece muito, mas visto que cada vez que eu avanço um pouco volto atrás mais um tanto pra mudar umas tantas coisas, já tá de bom tamanho.
o bom de ficar voltando e revisando é que as coisas vão ficando cada vez mais claras na minha cabeça. o capítulo dois já tá tomando forma (pelo menos na minha cabeça) e vai ficar bacana eu acho.
lendo sobre a questão da escrita e da leitura (o assunto do capítulo), acabei descobrindo um debate super interessante a respeito, debate este que tem tudo a ver com o outro assunto do capítulo, a racionalidade (na verdade assunto da tese toda). fui ficando animada, é claro.
mas o mais incrível foi descobrir que a revisão bibliográfica que um acadêmico (destes que já são professores concursados e cheios de pose) fez sobre este mesmo assunto e no mesmo contexto etnográfico que eu, é basicamente um lixo. sim, além de escrever mal (o que eu já tinha constatado desde que comecei a ler a tese dele), a revisão bibliográfica dele tem um buraco imenso. o cara escreveu mais de 400 páginas de blá-blá-blá, sem o mínimo de clareza ou mesmo coerência, e ainda deixou de lado este debate interessantíssimo que eu descobri assim, lendo umas poucas coisas. sei lá se foi porque a biblioteca da universidade tava desatualizada (o que é meio difícil de acreditar, visto que é em são paulo), mas o caso é que eu que fiquei toda intimidada com a pose dele a princípio (ele é daqueles que escreve difícil, cheio de rococó), perdi o pouco do respeito que ainda tinha sobrado. e nem adianta dizer que esta tese foi de muito tempo atrás, porque não foi.
sinceramente, tem tanto embuste neste meio acadêmico que se eu fosse um pouquinho mais cara de pau já tava com a vida ganha.

clarutcha


quem me conhece sabe do meu xamego pela clarutcha. ela não é só minha afilhadinha e a filha que eu não tenho, é também uma sapeca e queridíssima que esquenta o meu coração quando nem eu percebo que ele tá precisando de um xamego.
pois outro dia ela veio dormir aqui. depois de brincarmos de todas as coisas que tinham pra brincar na minha casa ela se aninhou no meu colo e ficou vendo TV até o sono chegar. dormiu do meu lado na cama, como um anjinho cansado. no dia seguinte quando eu a acordei pra tomar café, ela pulou no meu colo e ficou abraçadinha até terminar de acordar mesmo.
chegou na casa da mãe dizendo que nem teve medo de dormir aqui (era a primeira vez) e que queria vir de novo. tão danada, independente e carinhosa esta minha clarutcha. tinha que ser minha afilhada mesmo...

Monday, March 2, 2009

intenso

nossa, este fim de semana foi intenso. bunitinho chegou quinta a noite e saiu hoje cedo. fizemos umas tantas coisas apesar do calor e de eu estar meio adoentada.
mas o melhor de tudo foi ligar o ar condicionado, se espalhar no sofá e ficar de bobs. vendo qualquer besteira na TV ou simplesmente jogando conversa fora.
parece que não é nada, mas neste início mesmo essas coisas bobas são sempre muito intensas.
bem, teve também apresentação de famílias - ele conhecendo meus pais e eu conhecendo a mãe dele. mas isso já é outra sorte de intensidade...

Wednesday, February 25, 2009

e pra fechar

bagunçando o coreto geral na são salvador e caindo no frevo no bloco da ansiedade.
hoje tô sem voz.
normal.

Tuesday, February 24, 2009

tantas emoções....

nossa, sem palavras. como eu amo carnaval. mas fico doida e cansada só de pensar em tudo que eu quero fazer mas nem tenho energia. tava pensando que carnaval é igual museu - tem um limite, depois disso não absorvo mais nada.
de qualquer forma tô que nem pinto no lixo neste carnaval. tava no boitatá no domingo e tão feliz, mas tão feliz que pensei assim - se encontrar meu pior inimigo agora neste instante, dou um beijo!
mas o melhor de tudo foi o bloco Exalta Rei. eu fui assim meio na onda, sem esperar muito. no caminho o povo dizia - mas o rei não tá em casa, ele nunca fica em casa no carnaval, tá no lady laura.
pois não é que ele tava lá? e acenando pro povo. e eu dando gritinhhos. e cantando com todo o povo - não pára, não pára, não pára...

Friday, February 20, 2009

o sindicato...

pior hora pra entrar neste tipo de bode, mas eu ando mega angustiada com a situação da minha mãe. e mais mega culpada ainda por achar que não estou sabendo lidar com isso.
vontade de sumir, sair correndo, sei lá. tava com o bunitinho agora no telefone, que também tem as cruzes dele pra carregar, a mãe sendo uma delas
nestas horas a gente ri junto (pois a gente sempre acaba rindo de qualquer bobice) lembrando de um quadro no TV pirata em que aprarece o "sindicato das mães". pelo visto o sindicato anda com a corda toda!

Wednesday, February 18, 2009

dispersão

ai, que eu preciso dar um jeito neste meu vício de internet. isso tá me dispersando demais e atrapalhando, e muito, o meu trabalho. fico olhando pra tela, tentando escrever e dou de inventar coisa pra fazer na web. e é um tal de ler blog, catar coisas totalmente randomicas no google, olhar email trocentas vezes, facebook entao, nem se fala. facebook é phueda! não sei como neguinho ainda usa orkut.
o pior é que fui dando de ler blog de gente que eu nem conheço, de enxerida que eu sou. pois adoro ficar tentando imaginar como são aquelas pessoas na vida real. muitas vezes nem comento nada, gosto só de ficar acompanhando. e toca de visitar os blogs trocentas vezes por dia, só pra ver se tem post novo.
num blog desses eu li (e já copiei aqui) que cabeça de doutorando é imã de merda. pois eu tô totalmente neste momento.
enfim, tô precisando ir pra mauá de novo. nossa, como a minha vida é diferente sem internet!! desta última vez que fui eu não chequei nem email. simplesmente me desliguei do cyberspaço e pude ler um bocado. e jogar sodoku, é claro. que meu imã é forte, muito forte.

Tuesday, February 17, 2009

o tempo das coisas

desde que conheci o bunitinho e ficamos juntos que eu ando meio boba sem querer acreditar que é isso mesmo, que este homem gostoso, carinhoso, engraçado e amoroso está tão paradão na minha quanto eu tô na dele. tipo assim, já tava começando a achar que estas coisas não acontecem mesmo na vida real, só em filme e novela.
claro, nem tudo são flores, e o bunitinho vem com sua penca de problemas e limitações, sendo que morar em mauá é o de menos.
eu também tenho minha malinha de problemas, nóias e neuras que fui ajuntando ao longo da vida.
mas quando tô com ele tudo isso perde um pouco a importância. quando a gente tá junto não consegue ter o bastante um do outro. tipo assim, o corpo cansa mas o desejo não.
eu sei que isso não dura pra sempre (ainda bem pois não sei se guentava tanta intensidade por tanto tempo), mas às vezes me pego meio boba pensando como é bom morrer de tesão por alguém e além disso admirar esta pessoa de outras formas. pois na minha vida muita coisa aconteceu assim meio no susto, furacão, e no mesmo cometa em que veio foi embora. na minha vida fui aprendendo a separar os amigos dos amantes de tal forma que fui desanimando de encontrar as duas coisas num homem só. bem que tentei, mas das últimas vezes que pensei chegar perto disso quebrei muito a cara - além de perder o amigo ainda parti meu coração.
às vezes também quando estou com o bunitinho penso que valeu a pena a espera, que talvez o problema não fosse comigo como eu acabava pensando nas horas de choro e desespero, mas que as coisas simplesmente tem seu tempo e que é preciso saber esperar. esperar e abraçar a vida, pra quando a hora chegar a gente estar ali pronto e inteiro. só isso.

Sunday, February 8, 2009

apaixonada

a coisa mais gostosa é ir se apaixonando devagarinho. a gente começa a curtir as coisas mais bobas (e as vezes roubadas) só porque tá junto do outro.
pois ontem eu tava em pleno saara, em pleno meio-dia, em pleno caos, e achando tudo lindo só porque tava com ele.
depois entornamos a lata no garota da urca de tarde e pra finalizar um mergulho no mar do leme.

Monday, February 2, 2009

só um pouquito

um amigo reclamou ontem que eu não atualizava o meu blog. e eu nem sabia que ele lia meu blog. pois eu só escrevo aqui quando dá na telha. e tem épocas que eu tô mais escrevinhadora do que outras, só isso.
o outro motivo de não andar escrevendo muito é que ando neste momento "quieta no meu canto" mesmo. tô namorando, apaixonada e coisa e tal, mas muito afins de me preservar neste momento. não digo em relação a ele, que tem sido incrível até agora, mas falo dos outros.
outro dia me peguei meio cansada de responder a mesma pergunta pra todo mundo - "mas e o namorado, como está?" percebi que já não sei mais o que dizer pois simplesmente não tem muito o que dizer. o namorado tá bem, eu tô bem, estamos todos bem, e é só. às vezes acho que as pessoas desacostumaram das coisas simples, gostosas e, acima de tudo, estáveis.
ah sei lá. este mundo anda tão doido...

Tuesday, January 27, 2009

viciei em sudoku

tô fudida. além de estar in love estou viciada em sudoku. não que uma coisa tenha qualquer coisa a ver com a outra...quer dizer, tem - as duas coisas tomam tempo e a meleca da tese é que acaba atrasando!

Monday, January 26, 2009

censura

minha amiga R. reclamou que eu censurei geral os comentários. é, admito.
mas é que embora o blog seja público e esteja aí pra quem quiser ler, meu ouvido não é e eu não tô afins de ouvir o que seja de gente que nem me conhece e nem me interessa.
não, não sou uma pessoa arisca. nem aqui e nem na vida real. mas me reservo o direito de escolher com quem eu interajo. e quando o outro não se toca que eu não tô afins de papo o jeito é sair de fininho. porque nem tô afins de comprar briga com ninguém. só quero poder ficar na minha, só isso.
de qualquer forma, comentários estão liberados, mas eu modero.

Sunday, January 18, 2009

updates

1- tá um calor infernal em são sebastião do rio de janeiro
2- vou ser tia de novo
3- doida pra ir logo pra mauá, descansar, me refrescar e namorar bem muito.

Monday, January 5, 2009

espera

esperar não é muito bom. mas quando é coisa boa, até isso é gostoso!!